Os quatro novos integrantes da Família MeraO que passa pela cabeça do ser que abandona bichos na beira da estrada? Eu não consigo entender.
Quando são novos, os pets são “lindinhos, gracinhas e afins”, mas quando crescem as pessoas perdem o interesse. Concordo que eles não têm a mesma meiguice de quando são bebês, mas o amor, com o passar do tempo (no meu caso), só aumenta.
Hoje eu tenho 3 cães e 1 gato. Punk, meu poodle lata de 6 anos; Ringo, de 4 anos; Theo que acabou de completar seu primeiro aninho e Joca, um gato que apareceu em 2008. No final de semana passado recolhi mais 4 gatinhos e 2 cãezinhos. Estavam abandonados a uns 100 metros da minha casa.
Moro numa rodovia intermunicipal e esses bichinhos estavam lá, na beira da estrada, sujeitos a todos os perigos possíveis. Era para ser 5 gatos, mas um deles estava morto. Tinha sido atropelado. Os cães, minha vizinha ficou. Era um macho e uma fêmea. Não queria separá-los e dei sob a condição que eles eram um combo: quer o macho, ganha a fêmea ou vice-versa. Porém os gatinhos estão em casa. Ainda não decidi com quantos ficarei e nem sei os sexos dos bichinhos.
Três deles estão muito espertos. Brincam, miam e fazem folia o dia todo. Estão se alimentando sozinhos e fazem suas necessidades no jornal (um mimo de educação). O outro, que já recebeu nome antes mesmo de saber se é menino ou menina, não está bem. É menor que os outros, está com uma pata fraturada e, eu acho, que ele é cego. Agora há pouco, liguei para minha irmã e ela me disse que Paçoca – o gatinho malhado – está pior. Está com dificuldades para se alimentar.
Diferente dos outros, ele é o único que recebe seu alimento com ajuda de uma colher. Ontem ele até estava comendo junto dos outros, mas hoje reclama quando se coloca a colher com o leite em sua boca. Está mais fraco e isso me deixa muito preocupada.
Quando os recolhi da estrada, já tinha perdido as esperanças que esse malhadinho ficaria vivo. Mas com seus sinais de melhora, achei que seria capaz de reverter o quadro. Com a notícia da piora, minha indignação aumenta mais e fico sem respostas para a pergunta que fiz no primeiro parágrafo. Como é que pode ser capaz de abandonar aquelas criaturas que nem conseguem se virar sozinhos?
Espero que essa pessoa que abandonou tenha o destino que merece.
São Francisco de Assis proteja esse “serzinho” que não tem culpa de nada e tem muito amor pra receber!






