quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Como pode ser tão insensível?

Os quatro novos integrantes da Família Mera

O que passa pela cabeça do ser que abandona bichos na beira da estrada? Eu não consigo entender.
Quando são novos, os pets são “lindinhos, gracinhas e afins”, mas quando crescem as pessoas perdem o interesse. Concordo que eles não têm a mesma meiguice de quando são bebês, mas o amor, com o passar do tempo (no meu caso), só aumenta.
Hoje eu tenho 3 cães e 1 gato. Punk, meu poodle lata de 6 anos; Ringo, de 4 anos; Theo que acabou de completar seu primeiro aninho e Joca, um gato que apareceu em 2008. No final de semana passado recolhi mais 4 gatinhos e 2 cãezinhos. Estavam abandonados a uns 100 metros da minha casa.
Moro numa rodovia intermunicipal e esses bichinhos estavam lá, na beira da estrada, sujeitos a todos os perigos possíveis. Era para ser 5 gatos, mas um deles estava morto. Tinha sido atropelado. Os cães, minha vizinha ficou. Era um macho e uma fêmea. Não queria separá-los e dei sob a condição que eles eram um combo: quer o macho, ganha a fêmea ou vice-versa. Porém os gatinhos estão em casa. Ainda não decidi com quantos ficarei e nem sei os sexos dos bichinhos.
Três deles estão muito espertos. Brincam, miam e fazem folia o dia todo. Estão se alimentando sozinhos e fazem suas necessidades no jornal (um mimo de educação). O outro, que já recebeu nome antes mesmo de saber se é menino ou menina, não está bem. É menor que os outros, está com uma pata fraturada e, eu acho, que ele é cego. Agora há pouco, liguei para minha irmã e ela me disse que Paçoca – o gatinho malhado – está pior. Está com dificuldades para se alimentar.
Diferente dos outros, ele é o único que recebe seu alimento com ajuda de uma colher. Ontem ele até estava comendo junto dos outros, mas hoje reclama quando se coloca a colher com o leite em sua boca. Está mais fraco e isso me deixa muito preocupada.
Quando os recolhi da estrada, já tinha perdido as esperanças que esse malhadinho ficaria vivo. Mas com seus sinais de melhora, achei que seria capaz de reverter o quadro. Com a notícia da piora, minha indignação aumenta mais e fico sem respostas para a pergunta que fiz no primeiro parágrafo. Como é que pode ser capaz de abandonar aquelas criaturas que nem conseguem se virar sozinhos?
Espero que essa pessoa que abandonou tenha o destino que merece.
São Francisco de Assis proteja esse “serzinho” que não tem culpa de nada e tem muito amor pra receber!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sem conservantes, 100% natural


Duas horas interruptas de um emaranhado de emoções. É assim que consigo descrever o que eu senti ao assistir à estréia da turnê Sacos Plásticos. O show era para ser contabilizado como mais um. Mais um show dos titãs na minha vida, mais um encontro de amigos, mais um dia para colocar na minha coleção de memórias. Mas não, aquela noite foi mais, muito mais.
Tinha gosto de primeiro, de reencontro, de nova etapa, de renascimento, de união, de vitória. Os sentimentos daquela banda, que fazem a trilha sonora da minha vida por 12 anos, se misturavam com os meus.
Cinco rapazes voltando às origens e se inserindo em uma nova etapa. Mais unidos, mais experientes e com a mesma essência dos primórdios. Novos experimentos, novas músicas, novas funções, novo cenário de palco, novas expectativas.
Eles, entusiasmados e com uma energia contagiante. Eu, eletrizada e hipnotizada pelas performances, pelos novos arranjos, pelos refrões, pelas coreografias, pelo “vão se fuder...” e por ouvir e me emocionar (com lágrimas nos olhos), como na primeira vez, ouvindo minha música predileta.
Sim, me arrepiei no primeiro acorde, chorei ao ouvir “Go Back”, gritei em “Porrada”, cantei “Disneylandia”, pulei em “Polícia”, dancei “Flores”, vibrei em “O pulso”, amei em “Porque eu sei que é amor”, adorei “Deixa eu entrar”... Aplaudi minha banda predileta.
Se a crítica “especializada” falar mal, se os “fãs” disserem que estão mais do mesmo, eu não me importo. O que vale é a emoção de ouvir aqueles riffs e me empolgar com os olhos marejados do início ao fim. É sentir a vibração, como se fosse o primeiro show sempre. É estar ao lado dos amigos e poder abraçá-los novamente. É levar minha irmã e ela sentir “na pele” que esse amor pela banda e por tudo que Titãs se insere na minha vida, não é fanatismo barato... É amar. Amar a música, os amigos, a energia e o bom e velho rock and roll.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

É tudo novo de novo

"Será que eu falei o que ninguém ouvia?". Estava indo tudo bem quando aquele sentimento de mesmice voltou à tona. Estava focando, me organizando, trabalhando, produzindo. Mas, a falta de reconhecimento e "picuinhas" tiram todo aquele sentimento de inovar e crescer, ou melhor, de vestir a camisa...E volto, a me estressar, a me julgar, a não produzir, e mais... Não ter ânimo para progredir.
Começo a contar os dias, e ainda faltam três para acabar essa semana. Muito?
Eu diria, muitíssimo!

OBS: espero que esse clima passe e eu volte com a empolgação do início...
Pois só assim pararei de esperar pelo fim.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Novas experiências

Encontrando maneiras de extravasar o stress.
Testando. 1, 2, 3.
Escrever é a coisa que mais faço desde que me conheço por gente. É interessante essa minha relação com as palavras.
Quando me canso de escrever, me distraio e descanso escrevendo. Acreditam?
É como qualquer outra terapia. Tem pessoas que gostam de bordar, pintar, ler, assistir uns filmes, ou até contar piadas.
Eu prefiro escrever.
Depois do TwitterMail será que você @blogger.com vai resolver os meus problemas de "liberdade de expressão".

O mau da segunda-feira (mesmo sendo terça)

Terça-feira. Dia 8. Para mim, segunda-feira.
Dia do ritual: Acordar cedo. Despedidas (mãe-Bru-Theo-Ringo-Punk e Joca). Rodoviária. Mais despedidas (Papai). Pegar ônibus.Chegar em Sorocaba. Chuva e mais chuva. República. Comidinha da mamãe (marmitinha). Ir trabalhar. Comprar coisas pra comer. República. Dormir... E esperar para que a semana termine logo e eu possa, enfim, voltar para a MINHA casa.


Mamoeiro em frente a minha casa. Ah, e um visitante inesperado. Sim! Um tucano!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Flores, frases feitas



O dia tinha tudo para ser bom, porém uma notícia triste fez nublar todos os sentimentos que faziam o meu semblante sorrir.
Queria ter o poder do pó de “pirlimpimpim” e num piscar de olhos estar ao seu lado e poder te confortar nessa hora que tanto precisa.
Fico de mãos atadas, com um nó na garganta e triste, muito triste.
Faltam palavras e transbordam sentimentos.

“Flores, frases feitas
O meu mundo é outro lugar
Só uma certeza
Faça este dia acordar”
(Sérgio Britto)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Para mim


Hoje o dia tem um sabor especial

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Resquícios

Fotos, saudade e até uma bolinha. Foi isso que sobrou de oito anos de relacionamento entre uma menina e seu cão. Ela trocou sua festa de 15 anos por ter o bichinho, que mal cabia na gaiola onde estava.
Deu-lhe uma casinha, um cobertor, carinho e ele a retribuiu. Foram sete anos apagando velinhas juntos. Porém, quando se completaria o oitavo ano, ele decidiu partir, dois dias antes da comemoração (no dia dos pais).
Hoje, ficam as lembranças das brincadeiras, do rosnar, do carinho. Sua dona tem outro cão, sua bolinha tem outro dono (que, por sinal, a adora). Sua casinha foi doada para outros cãezinhos. Seu cobertor está lá intacto. Também, pudera, sua dona só deixou de guardar essa lembrança de infância para dar a esse cãozinho. Não podia ser de outro alguém.
Dia 10 faz um ano. Os dias passam depressa, mas a saudade aperta a cada momento. Especialistas em perdas dizem que a dor diminuiria ao passar do tempo, mas não. Ela dói a cada dia de uma maneira diferente. Às vezes é saudade, nas outras ocasiões é vontade de voltar no tempo.
Onde você esteja, lembre-se, estarei sempre aqui com muita saudade de você.

sábado, 6 de junho de 2009

As voltas que o mundo dá


Antes criança. Cheia de sonhos, todos enclausurados em seu diário imaginário. Muitas histórias, um só príncipe encantado. Ele não era pomposo e nem era dono de um belo e esguio cavalo branco... Era apenas o SEU príncipe.

Pouco depois, uma jovem menina. Com algumas modificações, mas ainda guardava páginas amareladas do seu diário imaginário. Seu príncipe? Ainda estava em seus sonhos e mais perto que antes. Já era possível vê-lo, ouvi-lo, mas não podia tocá-lo.
O príncipe já não vinha mais acompanhado de pronome possessivo e o encantamento apesar de parecer menor, era mais intenso. Veio a adoração.

Hoje, mulher. O diário imaginário se perdeu no tempo e nas voltas que a memória dá. O príncipe se mudou, e hoje mora mais perto. Eles se conversam, trocam confidências e até contam das novidades de suas respectivas vidas e famílias. Às vezes ela se lembra de seus sonhos, mas prefere a proximidade que a realidade lhe proporciona.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um novo jeito de encarar a vida


Depois que você se joga no poço, a única saída imaginável é chegar ao fundo dele. Porém, a vida prega algumas peças e muda seu destino em um piscar de olhos.
Pensei que não iria mais escrever no blog, que nunca mais abraçaria meus amigos e que não viveria para contar a história. Ao contrário do que imaginei, estou aqui, viva e contente por apenas estar viva. A cura do meu mal eu só vou ter daqui alguns meses ainda, mas já posso dizer que estou bem e feliz por estar assim.
Os meus olhos, hoje, enxergam hoje um mundo mais colorido e mais bonito do qual eu via (e vivia antes)... Gosto muito mais desse mundo, gosto muito mais de viver...

Meta: Viver (apenas!)